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sexta-feira, 22 de setembro de 2017

JOVEM COM RAÍZES FAMILIARES EM SERRA DE SÃO BENTO/RN MORRE VÍTIMA DE BALA PERDIDA APÓS ASSALTO A POSTO DE GASOLINA NO RIO DE JANEIRO

Extra — Jonathan Vitorino Ferraz havia acabado de jantar, depois de mais um dia de trabalho. Terminou a refeição um pouco antes dos amigos com quem dividia a mesa e foi até a porta de um restaurante, localizado na esquina das ruas Frei Caneca e do Riachuelo, no Centro do Rio, para fazer uma ligação, na noite desta quinta-feira (21). O que Jonathan não sabia, porém, é que, naquele momento, acontecia um assalto em um posto de gasolina do outro lado da via. Na ação, houve tiroteio e um dos disparos acabou acertando o jovem de 24 anos no peito. Ele chegou a ser socorrido e levado para o Hospital municipal Souza Aguiar, também no Centro, mas não resistiu ao ferimento. Oriundo de São Paulo, ele estava no Rio desde dezembro do ano passado para trabalhar. Descrito como "brincalhão", a vítima trocou de cidade para aproveitar a oportunidade de emprego e "crescer na vida", segundo contaram os amigos.
O assalto, de acordo com relato de testemunhas, aconteceu por volta das 21h. Elas contaram que, na ocasião, um bandido armado em uma moto rendeu o frentista do posto de gasolina e, em seguida, abordou dois homens que estavam em outro veículo, uma picape de cor branca. Ainda conforme a versão de quem presenciou a cena, os dois seriam policiais à paisana, que efetuaram disparos após a investida do bandido.
— O rapaz (assaltante) de moto chegou, deixou o veículo ligado e desceu. Anunciou o assalto e rendeu o homem que trabalhava no posto. Ele entregou o dinheiro. Depois, foi até a picape branca. Quando ele (o bandido) viu que eram dois policiais, que já sacavam a arma, o assaltante correu, largou a arma que segurava no chão, montou na moto e fugiu. O policial atirou em torno de dez tiros e um dos disparos acertou o rapaz que estava no restaurante — relatou uma comerciante da região, que pediu para não ser identificada.
Após subir na moto, o assaltante escapou na direção na Rua Frei Caneca, pela contramão. O posto de gasolina fica próximo ao Batalhão de Choque da Polícia Militar (BPChq) e a Academia de Polícia (Acadepol).
— Quando ouvi os tiros, uma amiga se abaixou. Fiquei pensando que, se ele (o assaltante), tivesse fugido para o lado onde nós estávamos seria horrível — contou uma testemunha.
No momento em que houve o tiroteio, muitas pessoas circulavam na esquina entre as ruas do Riachuelo e Frei Caneca, onde, além de ambulantes, existem bares e restaurantes. Os moradores ficaram assustados. Eles disseram ainda que se mobilizaram para que o jovem baleado fosse socorrido. Ligaram para o Samu, mas acabaram parando uma ambulância de um hospital privado que passava pelo local para que a vítima fosse levada para alguma unidade hospitalar.
Um grupo de amigos de Jonathan, ainda abalados com o que ocorrera horas antes, estiveram no restaurante onde o jovem foi atingido. Eles disseram que a vítima veio junto com o grupo para o Rio para trabalhar "com esquadrias de alumínio, na área de construção civil". Há nove meses na cidade, o grupo está hospedado num hotel na Rua do Santana, não muito longe de onde ocorreu o crime.
Amigo e colega de trabalho de Jonathan, José Dantas de Almeida. de 56 anos, disse que o rapaz era muito "alegre":
— Era um cara alegre e brincalhão. Passava o dia inteiro brincando. Foi imprudência de quem atirou de lá do posto para essa direção (a do restaurante). Atitude irresponsável. Por causa disso tirou a vida de um trabalhador — disse ele, que complementou.
— A gente não espera que uma bala perdida pegue a gente, logo em um lugar como o Centro do Rio. Isso não pode acontecer. Como é que vai vir turista para cá? Ele saiu daqui respirando, mas o tiro foi fatal. A gente já não saía aqui no Rio, agora que não vamos sair mesmo (por causa da violência).
De acordo com os amigos, a família da vítima em São Paulo já foi avisada sobre a morte do jovem.
Ainda não há informações sobre a captura do suspeito que assaltou o posto de gasolina. O caso está sob a investigação da Delegacia de Homicídios (DH) da capital. Agentes da especializada estiveram no local do crime.
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