Não é preciso ter olhos abertos para ver o sol, nem é preciso ter ouvidos afiados para ouvir o trovão. Para ser vitorioso você precisa ver o que não está visível.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

MECANISMO DE DIREITOS HUMANOS RELATA À ONU E OEA TORTURA, MASSACRE E DESAPARECIMENTO DE PRESOS EM ALCAÇUZ



O desaparecimento, a tortura e a matança de presos dentro da penitenciária de Alcaçuz – o mais sangrento episódio da história do sistema carcerário potiguar – são temas de um relatório que será entregue ao Subcomitê de Prevenção à Tortura da Organização das Nações Unidas (ONU) e à Organização dos Estados Americanos (OEA). O documento deve ficar pronto até o final do mês.

As informações foram confirmadas ao G1 pelo Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura (MNPCT), órgão da União independente mas que funciona em conjunto com o Ministério dos Direitos Humanos, responsável pela elaboração do relatório.

No mês passado, uma equipe do mecanismo esteve na capital potiguar e requereu, junto ao Instituto Técnico-Científico de Perícia (Itep), respostas específicas sobre as situações que ocorreram durante as rebeliões.

O ‘Massacre de Alcaçuz' aconteceu em janeiro, quando presos de duas facções criminosas rivais se confrontaram. Resultado? Pelo menos 26 presos foram brutalmente assassinados. Destes, 15 tiveram as cabeças arrancadas. Quatro corpos ainda sem identificação – três deles totalmente carbonizados – permanecem nas geladeiras do instituto, em Natal. Dos 22 cadáveres entregues às famílias, metade foi enterrada sem os crânios.


Desaparecidos

Ainda de acordo com o Estado, após a retomada da penitenciária, 56 detentos foram considerados fugitivos – isso aconteceu porque não foram achados novos corpos nem os presos foram encontrados durante a recontagem dos internos.

Porém, uma força tarefa realizada recentemente pela Defensoria Pública (trabalho que buscou identificar todos os apenados e atualizar todos os processos criminais existentes na comarca), descobriu-se que há mais processos que presos em Alcaçuz. Ou seja, a penitenciária é o local de custódia indicado no processo, mas o preso não está lá. Pior que isso: também não está na relação dos mortos nem na lista dos fugitivos.
←  Anterior Proxima  → Inicio

OLHA A HORA

VOCÊ ONLINE

FAN PAGE, CURTA

SIGA-NOS NO TWITTER

CLIC E VEJA OS FATOS HISTÓRICOS POR DATA

PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

VISITAS PELO MUNDO

AS SETE MAIS LIDAS

CADASTRA SEU E-MAIL